Stiff Little Fingers – Clash Club – 11/08/2011

Texto/Fotos/Vídeo: Flávio Santiago

Desde sua última passagem pelo Brasil, há mais de uma década o Stiff Little Fingers mostrou que continua com o mesmo punch e eficácia em palco de outrora, é verdade que a forma física já não é mais as mesma, especialmente por parte de Jake Burns , mas daí vem a pergunta, quem se importa com isso? Fiz este adendo nesta resenha pois ouvi dezenas de pessoas dizerem isso durante o show da banda, mas esse tipo de comentário é irrelevante se analisarmos a qualidade musical desse quarteto irlandês que com mais de 30 anos de carreira ainda consegue fazer um show matador e sincero, fazendo até o mais durão dos fãs se emocionar.

O show começou por volta das 21:45hs e a casa que no início não estava cheia e prometia pouco, lotou como em um passe de mágica, o Stiff Little Fingers veio ao Brasil com seu vocalista/guitarrista original Jake Burns, ao lado do guitarrista Ian McCallum que está com a banda desde 1993, do baterista Steve Grantley que está com a banda desde 1996 e do baixista Ali McMordie, membro original da banda e considerado um dos melhores baixistas do punk rock em todos os tempos.

Com uma breve Intro, enquanto a banda se posicionava em palco, o público ovacionava o quarteto e eis que iniciam com a excelente “Roots, Radicals, Rockers & Reggae”, seguidas de “At the Edge” e “Nobody´s Hero” , o show era um desfile de hits de toda a carreira da banda, pois segundo Jake Burns era mais que justo o Brasil ter um show desse tipo, pois não é sempre que a banda poderia tocar por aqui, o público que pulava sem parar  agradecia a iniciativa da banda e o Clash Club se transformara numa celebração punk, ou como queiram chamar.

O mais interessante era ver a mescla do público presente desde pessoas mais velhas a adolescentes com moicanos e calças rasgadas, comprovando mais uma vez que a música do SLF, continua mais atual do que nunca e que ainda atravessará por gerações, o show prossegue e com ele algumas das músicas que marcaram essas gerações como:” Barbed Wire Love”, “Wasted Life” e “Suspect Device”, essas em especial foram as mais celebradas pelo público.

Houveram também homenagens ao grupo que inspirou o SLF, essa banda para quem não sabe foi o The Clash , que por coincidência ou não é o nome da casa aonde a banda tocava nesta noite, as músicas foram: “Strummerville” e “I Fought The Law” que antecedeu a um dos hinos da banda “Alternative Ulster”, que deu fim a uma noite perfeita para muitos, mas, há os que reclamassem pela ausência de “Gotta Getaway” no set.

Bem em linhas gerais o show foi perfeito e aguardemos por outra visita da banda e que mais produtoras sigam o exemplo da Web Rockers que primam pela qualidade de suas atrações sem seguir modismos e mesmo assim conseguem se manter com dignidade.

Set List

        Roots, Radicals, Rockers & Reggae
        At The Edge
        Nobody's Hero
        Silver Lining
        Straw Dogs
        Just Fade Away
        Listen
        Doesn't Make It All Right
        Barbed Wire Love
        Strummerville
        Wasted Life
        Fly The Flag
        Tin Soldiers
        Suspect Device
        I Fought The Law
        (The Bobby Fuller Four cover)
        Alternative Ulstler

Vídeo – Alternative Ulster

http://www.youtube.com/watch?v=LG0YdALdwrs

Fotos:

    • Leo Vinicius
    • agosto 13th, 2011

    Só uma correção, Ali McMordie não veio ao Brasil. O baixista era outro. Estranho isso, pois a vinda deles ao Brasil em 2007 havia sido cancelada por causa do Ali McMordie. Será se ele tem algum problema de vir para cá?
    Os outros integrantes atuais da banda não são irlandeses, que eu saiba.
    Preferia que tivessem tocado Gotta Gettaway no lugar de Doesn't Make it Allright e Wait and See no lugar de Strummerville ou I Fought the Law. Mas o set lista estava muito bom, não dá pra reclamar. Embora o show tenha sido mais curto do que eles tem feito lá fora (talvez por causa da ausência do Ali), eles de fato tocaram mais músicas antigas aqui.
    Bem, as minhas 5 favoritas foram tocadas, incluindo a Straw Dogs, que fazia muitos anos que não entrava no set list deles e voltou a entrar este ano.
    Ponto negativo foi a Clash Club, que não tem guarda-volumes, o que é um problema para quem, como eu, veio de fora, ou quem foi direto de trabalho, aula e tal. Um inferno ficar com mochila no show, atrapalhou bastante.
    Outro ponto negativo foi o público, achei bem tosco. Um pogo meio estúpido para o tipo de música que rolava.
    Pra terminar, pra quem precisava pegar taxi pra chegar a tempo de ir embora (no meu caso voltar pra minha cidade pra trabalhar no dia seguinte), não há taxi por perto, e a Clash nem sequer passava numer odo taxi pra gente ligar…

    • Leo Vinicius
    • agosto 14th, 2011

    Ah, faltou Johnny Was no set list, antes de I Fought The Law

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